23.9 C
Marília
HomeMaríliaEleições 2026: o mercado já precifica dois Brasis

Eleições 2026: o mercado já precifica dois Brasis

spot_img


A eleição presidencial de 2026 já movimenta a economia real, mesmo a 13 dias do primeiro turno. Para o mercado, não se trata de torcida, mas de precificação de risco.

A avaliação é de que o segundo semestre será de desaceleração, pois os agentes econômicos entram em compasso de espera.

São dois cenários econômicos distintos sendo desenhados:

Cenário 1: Reeleição – Continuidade

O programa econômico registrado prevê manutenção do arcabouço fiscal, busca por redução sustentada dos juros, justiça tributária e maior participação do Estado no desenvolvimento, com fortalecimento da indústria e continuidade de políticas sociais.

Na prática para a economia:

  • Fiscal e Juros: Mercado já convive com o risco fiscal embutido nos preços. Nesse cenário, a expectativa é de Selic ainda alta por mais tempo, para ancorar inflação, e NTN-Bs (Titulo do governo indexado a inflação – IPCA) continuando atrativas. É o chamado “rentismo” – CDI alto segurando investimento produtivo.
  • Bolsa: A estratégia dominante seria de ou ficar de fora ou um stock picking em ações defensivas e não dependentes de ciclo nacional.
  • Câmbio e Inflação: Dólar tende a ficar mais sustentado, o que ajuda exportadoras mas pressiona inflação de alimentos e combustíveis. A Petrobras, por exemplo, tem um choque de petróleo a favor, mas com risco de política de preços para segurar combustível até outubro.
  • Projeção de mercado: Em cenários mais pessimistas discutidos, uma vitória da continuidade poderia levar o Ibovespa de volta para a região de 150 a 160 mil pontos.
Cenário 2: Alternância de poder – Mudança

A leitura é de que um eventual novo governo poderia representar mudanças relevantes em políticas públicas e em estatais, com espaço para destravamento de valor e governança mais alinhada ao mercado.

Na prática para a economia:

  • Fiscal e Juros: Expectativa de agenda reformista, com convergência entre Executivo e Legislativo. Um Executivo alinhado a agenda econômica reformista teria potencial de impulsionar crescimento, como visto em ciclos de reformas institucionais anteriores.
  • Bolsa: Aposta mais dispersa, mas com foco em empresas ligadas à economia doméstica e estatais. Os destaques para alternância podem ser Localiza (RENT3), Banco do Brasil (BBAS3) e Petrobras (PETR4) por exemplo – Lembrando que isso não é uma sugestão de alocação.
  • Câmbio e Investimentos: Tendência de dólar mais comportado, queda de juros futuros e entrada de capital estrangeiro. Projeções de mercado citam que uma vitória da oposição poderia abrir caminho para o Ibovespa buscar os 200 mil pontos.
  • Risco: O rali dependeria de sinais concretos de responsabilidade fiscal nos primeiros 100 dias. Sem isso, o efeito lua-de-mel é curto.
O que fazer agora?

Nenhum dos dois cenários é profecia – “o mercado pode exagerar, as pesquisas podem errar e o candidato favorito de hoje pode não ser o vencedor.”

Para o leitor, a orientação técnica até outubro é:

  1. Não transformar patrimônio em aposta eleitoral.
  2. Manter caixa em CDI e empresas geradoras de caixa.
  3. Empresas dolarizadas protegem no cenário de continuidade; empresas domésticas e de valor destravam no cenário de alternância.

A economia brasileira está barata por um motivo: o risco fiscal. A eleição vai dizer qual prêmio o mercado vai cobrar por esse risco nos próximos 4 anos.



Fonte Link

spot_img
spot_img
Fique conectado
16,985FansLike
2,458FollowersFollow
61,453SubscribersSubscribe
Deve ler
spot_img
Notícias Relacionadas
spot_img