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Itaú BBA vê “estrelas se alinhando” e mexe na recomendação do Magazine Luiza

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O Itaú BBA elevou a recomendação do Magazine Luiza de “market perform” para “outperform” e ajustou o preço-alvo das ações de R$ 10 para R$ 16 até 2027, prevendo um upside de 31%.

O banco acredita que as condições estão favoráveis para a varejista, especialmente com a queda nas taxas de juros, que impacta positivamente seu lucro. O Itaú BBA estima que cada redução de 100 pontos-base na taxa de juros pode aumentar o lucro por ação em 11%.

Além disso, a recuperação judicial da Casas Bahia pode beneficiar o Magazine Luiza, permitindo que a rede ganhe participação de mercado. O banco projeta um crescimento nas vendas mesmas lojas de 15% a 19% em setembro e um aumento nas vendas online.

Para 2027, o Itaú BBA elevou a projeção de lucro líquido ajustado do Magazine Luiza de R$ 266 milhões para R$ 776 milhões, com receita líquida estimada em R$ 45,3 bilhões.

Contudo, o Itaú BBA alerta que a concorrência continua forte e a capacidade de execução da empresa será crucial.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Depois de ver suas ações registrarem alta de 60,5% no rali pós-primeiro turno das eleições presidenciais da semana passada na B3, o Magazine Luiza ganhou mais um reforço para esse ciclo, a princípio, mais favorável para suas operações.

Em relatório, o Itaú BBA elevou a recomendação da varejista, de market perform para outperform (o equivalente a compra), além do preço-alvo do papel, de R$ 10 para R$ 16 no fim de 2027, o que representa um upside de 31% em relação ao preço de tela da ação MGLU3 na sexta-feira, 9 de outubro.

Para justificar essas atualizações, que incluem revisões para cima nos indicadores da empresa em 2027, o banco citou que as “estrelas estão se alinhando” para o Magazine Luiza, fazendo referência a um pacote que, entre outros elementos, envolve a trajetória de queda nas taxas de juros.

“O Magalu é, possivelmente, o ativo mais sensível às taxas de juros em nossa cobertura”, afirmam os analistas do Itaú BBA, ressaltando que a taxa básica de juros mais baixa e um bom momento operacional inclinam a relação risco-retorno de curto prazo a favor da companhia.

Com esse índice em viés de queda – e uma confiança crescente de que essa tendência irá perdurar -, o Itaú BBA estima que cada redução de 100 pontos-base na curva de juros acrescenta 11% ao lucro por ação da companhia.

Para o banco, a primeira etapa dos cortes de juros já está precificada, com as ações do grupo subindo cerca de 100% no último mês. Mas eles ressaltam que uma eventual segunda fase de queda não está incluída nessa conta, assim como a melhora operacional decorrente de ganhos de market share.

Nessa última frente, os analistas destacam as oportunidades abertas para a empresa a partir dos desafios enfrentados por uma de suas principais concorrentes, a Casas Bahia, que protocolou um pedido de recuperação judicial (RJ) em agosto e fechou cerca de 29% das suas lojas.

Eles apontam que a restrição da oferta na rival pode ir além do encerramento dessas operações, dado que o estoque da Casas Bahia já havia caído de R$ 5,4 bilhões no segundo trimestre para R$ 4,2 bilhões no período que antecedeu o pedido da RJ.

“Em nossa visão, isso poderia impactar a disponibilidade de produtos, o sortimento e os investimentos comerciais nas lojas remanescentes nos próximos trimestres, permitindo que o Magalu ganhe participação mesmo que o mercado de eletrodomésticos permaneça fraco”, escrevem os analistas.

O banco também observa que os fornecedores podem direcionar maior volume e suporte comercial a varejistas mais bem posicionados para absorver o deslocamento dessa demanda. E que indicadores preliminares sugerem que essa migração de participação já está ocorrendo.

“Estimamos que o crescimento das vendas mesmas lojas do Magalu tenha atingido a faixa de 15% a 19% em setembro – o primeiro mês completo após o pedido de recuperação – superando os 9,7% registrados no segundo trimestre de 2026”, destaca o relatório.

O Itaú BBA também projeta que as vendas online próprias do Magazine Luiza, um dos calcanhares de Aquiles da varejista nos últimos trimestres, tenham voltado a crescer após uma queda de 11% no período de abril a junho desse ano.

A entrada do Magazine Luiza em marketplaces de concorrentes como o Mercado Livre e a Amazon também é citada.

Anunciada no início de setembro, a estreia no Mercado Livre, por exemplo, vem tendo uma tração inicial promissora, com a estimativa de que o Magazine Luiza já registrou cerca de 330 mil vendas desde essa largada na plataforma.

“Considerando um tíquete médio entre R$ 850 e R$ 1.500, o GMV do Magazine Luiza na plataforma já indicaria um run rate [taxa de execução] de R$ 2,4 bilhões a R$ 4,3 bilhões, ou seja, cerca de 10% a 20% do seu GMV total 1P dos últimos 12 meses”, aponta o banco.

Para o banco, a partir de todo esse contexto, o Magazine Luiza pode capturar um adicional de mais de R$ 7,5 bilhões de receita em 2027, além de um volume de mais de R$ 300 milhões em seu lucro líquido no período.

Nesse balanço, o Itaú BBA projeta agora um lucro líquido ajustado de R$ 776 milhões para o Magazine Luiza em 2027, contra a faixa anterior de R$ 266 milhões. Já a receita líquida estimada para o período saiu de R$ 42,5 bilhões para R$ 45,3 bilhões.

O banco faz a ressalva, porém, de que sua visão de longo prazo sobre a varejista permanece estruturalmente desafiadora, em função do forte aumento da concorrência observado nesse espaço nos últimos anos.

Nessa linha, o Itaú BBA frisa que o debate central agora gira em torno da capacidade de execução do Magazine Luiza e sobre o quanto dessas vendas se converterá em caixa, considerando as necessidades de capital de giro e financiamento de recebíveis para sustentar o crescimento.

“Os astros estão alinhados. Agora, o Magazine Luiza precisa entregar resultados. Um re-rating mais duradouro exige evidências de que o grupo conseguirá manter o crescimento após a absorção da redistribuição de mercado, apresentando geração de caixa e retornos sobre o capital consistentes”, conclui o banco.

Por volta das 11h15, as ações do Magazine Luiza registravam queda de 3,11%, cotadas a R$ 11,84. Em 2026, o MGLU3 está em alta de 32,4%, avaliando a companhia em R$ 9,2 bilhões.



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