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Dados de alimentação eletrônica revelam comportamento de matrizes gestantes Agrimidia

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Os sistemas de alimentação eletrônica de porcas (ESF, na sigla em inglês) geram uma grande quantidade de dados, mas, na prática, a maioria das granjas usa essas informações só para identificar animais que comem pouco. Pesquisas anteriores já mostraram que mudanças na frequência, no horário e na ordem de alimentação podem indicar claudicação, problemas de saúde ou de bem-estar.

Para entender melhor esse potencial, pesquisadores da Irlanda, de Portugal e da Escócia analisaram os padrões de alimentação de porcas gestantes alojadas em grupo e sua relação com a ordem de parto e o desempenho reprodutivo. O estudo foi publicado em abril no Irish Veterinary Journal.

Como foi o estudo

Leia também no Agrimídia:

Os pesquisadores acompanharam os registros de 391 porcas durante um ano, incluindo consumo de ração, ordem de parto e desempenho reprodutivo. O ciclo de alimentação foi definido como um período de 23 horas, no qual cada porca podia entrar em uma estação livre e consumir sua ração em uma ou mais visitas. Os animais foram divididos em duas curvas de alimentação:

  • 2,2 kg/dia até o 90º dia de gestação e 2,6 kg/dia a partir daí;
  • 2 kg/dia durante toda a gestação.

Resultados

A maior parte das visitas ao comedouro aconteceu na primeira metade do ciclo, entre 17h e 5h. Porcas mais velhas tendiam a se alimentar mais tarde dentro do ciclo. A ordem de alimentação variou bastante: 15% das porcas comiam logo nas duas primeiras horas, e outros 15% se alimentavam principalmente entre 9 e 14 horas após o início do ciclo.

As porcas também mostraram forte preferência individual por uma estação de alimentação, escolhendo a mesma em média em 89,2% das visitas. Os animais mais fiéis a uma estação comiam mais cedo e faziam mais visitas no total.

Na primeira análise, a ordem de parto e o horário de alimentação estavam associados a uma maior mortalidade de leitões antes do desmame. Quando os dois fatores foram analisados em conjunto, porém, só a ordem de parto continuou com efeito significativo. O número de nascidos vivos e o peso ao nascer não tiveram relação com nenhum dos dois fatores.

Os autores concluem que os sistemas ESF identificam padrões claros de comportamento e são úteis para o monitoramento individual das porcas. Para que esse potencial seja aproveitado nas granjas, porém, os dados precisam ser apresentados de forma mais prática.

Com informações da Pig Progress/Food & Agribusiness World e do Irish Veterinary Journal

 



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