15.7 C
Marília
HomeMaríliaInternações por AVC no SUS crescem 34% em cinco anos e reforçam...

Internações por AVC no SUS crescem 34% em cinco anos e reforçam importância do atendimento rápido

spot_img


Ministério da Saúde reforça que quanto mais rápido ocorre o diagnóstico e o início do tratamento maior a chance de recuperação (Foto: Magnific/Divulgação)

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) está entre as principais causas de morte, incapacidade e internações no mundo e exige uma resposta rápida diante dos primeiros sintomas. No Brasil, dados do Ministério da Saúde mostram que o número de internações registradas no Sistema Único de Saúde (SUS) passou de 153.690, em 2020, para 205.540, em 2025, um aumento de aproximadamente 34% em cinco anos. Até julho de 2026, já foram registrados 118.407 atendimentos por AVC na rede pública.

Os números chamam atenção também entre pessoas mais jovens. Considerando a faixa etária de 14 a 50 anos, foram 20.166 internações em 2020, contra 26.506 em 2025, crescimento de cerca de 31%. Até julho deste ano, foram registrados 1.647 óbitos por AVC nessa faixa etária, diante de 5.138 mortes contabilizadas em todo o ano de 2025.

Para o João Bermudes, médico regulador do Samu de Marília, um dos principais pontos de atenção é não esperar que os sintomas desapareçam espontaneamente. “Em uma situação de suspeita de AVC, cada minuto é importante. A pessoa pode apresentar sinais aparentemente leves, mas ainda assim estar diante de uma emergência. Por isso, é fundamental reconhecer os sintomas e buscar atendimento imediatamente, sem esperar para ver se vão melhorar”, explica.

O Ministério da Saúde reforça que quanto mais rápido ocorre o diagnóstico e o início do tratamento, maiores são as chances de recuperação. No AVC isquêmico, causado pela obstrução de um vaso sanguíneo, existe a possibilidade de avaliação para trombólise endovenosa dentro de uma janela de até 4 horas e 30 minutos após o início dos sintomas, conforme critérios clínicos. Por isso, saber informar aproximadamente quando os sinais começaram é uma informação importante para a equipe de saúde.

Rosto, braço, fala e equilíbrio; atenção aos sinais 

O AVC pode acontecer quando um vaso sanguíneo que leva sangue ao cérebro é obstruído ou se rompe. Os sinais aparecem, em geral, de forma súbita e podem incluir fraqueza ou formigamento em um lado do corpo, alteração na fala, dificuldade para compreender o que está sendo dito, assimetria no rosto, alteração da visão, tontura, perda de equilíbrio ou dificuldade para caminhar. 

Uma forma de identificar alguns desses sinais é observar se a pessoa consegue sorrir normalmente, levantar os dois braços e repetir uma frase. Se houver alteração em qualquer uma dessas ações, a orientação é procurar atendimento de emergência imediatamente. 

“Muitas vezes, a família percebe que existe alguma coisa errada, mas acaba esperando alguns minutos para ver se o quadro passa. No AVC, essa espera pode significar a perda de uma oportunidade de tratamento. Ao perceber uma alteração súbita, a orientação é procurar atendimento imediatamente e informar à equipe o horário em que os sintomas começaram”, orienta o médico. 

Além do atendimento na fase aguda, o cuidado com o paciente não termina após a alta. O SUS prevê acompanhamento para prevenção de novos episódios, controle de fatores de risco e reabilitação, conforme as necessidades de cada pessoa. Hipertensão, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, sedentarismo, sobrepeso e obesidade estão entre os fatores associados ao risco de AVC e devem ser acompanhados pelos serviços de saúde. 

Por isso, diante de qualquer sinal súbito compatível com AVC, a recomendação é não esperar a evolução do quadro e buscar atendimento de emergência imediatamente. O tempo entre o início dos sintomas, o diagnóstico e o tratamento pode ser determinante para o desfecho do paciente.



Fonte Link

spot_img
spot_img
Fique conectado
16,985FansLike
2,458FollowersFollow
61,453SubscribersSubscribe
Deve ler
spot_img
Notícias Relacionadas
spot_img