28.6 C
Marília
HomeEconomiavendas superam estimativas com demanda no Brasil e na Índia e impulso...

vendas superam estimativas com demanda no Brasil e na Índia e impulso de Dove

spot_img


Bloomberg — As vendas da Unilever cresceram mais do que o esperado, à medida que consumidores de mercados emergentes, incluindo a Índia e o Brasil, compraram seus produtos de limpeza e o sabonete Dove, o que compensou a demanda fraca nos Estados Unidos.

As vendas subjacentes do primeiro trimestre avançaram 3,8%, informou a empresa anglo-holandesa de bens de consumo nesta quinta-feira, acima dos 3,7% estimados por analistas.

O crescimento de volume também superou as expectativas.

Assine as newsletters da Bloomberg Línea e receba as notícias do dia em primeira mão no e-mail.

O CEO Fernando Fernandez tem simplificado a Unilever desde que assumiu o comando há pouco mais de um ano, com o objetivo de transformá-la em uma companhia focada exclusivamente em beleza e bem-estar.

Em março, a empresa concordou em combinar seu negócio de alimentos com a fabricante de temperos McCormick & Co. em um acordo de US$ 44,8 bilhões.

As ações da Unilever chegaram a subir 1,5% em Londres.

No acumulado do ano até o fechamento de quarta-feira, caíam 13%, em meio a preocupações dos investidores com a fraqueza do consumo e a decisão de vender o negócio de alimentos.

Fernandez estabeleceu metas ambiciosas para aumentar os volumes em 2% ao ano, estratégia que depende de mercados emergentes como Índia, Indonésia e Brasil.

As vendas da multinacional têm se recuperado neste último, após um período em que consumidores migraram para alternativas mais baratas.

A Unilever afirmou que detergentes para roupas e desodorantes, em particular, vêm apresentando forte desempenho no Brasil após cortes de preços.

Leia também: Unilever perde US$ 42 bi em valor de mercado após acordo com McCormick

“O crescimento da empresa tem sido impulsionado por volumes maiores, e não apenas por aumentos de preços, e algumas de suas principais marcas, incluindo Dove, Vaseline e suas linhas de lavanderia, continuam com desempenho particularmente forte”, disse Chris Beckett, analista de bens de consumo da Quilter Cheviot.

EUA mais lento

O cenário, porém, é menos favorável em mercados desenvolvidos, incluindo os Estados Unidos, onde a inflação pesa sobre os gastos.

As vendas na América do Norte cresceram 2,1%, abaixo das expectativas, já que a demanda por produtos premium de cuidados capilares da K18 e de cuidados com a pele da Tatcha foi compensada por vendas mais fracas de alimentos e itens de bem-estar, como os sachês de hidratação da Liquid IV.

Isso “nos causa certa preocupação, dado que esse tem sido um importante motor de crescimento”, disse James Edwardes Jones, do RBC, em nota.

Leia também: Menos Hellmann’s, mais Dove: a estratégia da Unilever para reequilibrar o portfólio

O CEO afirmou a investidores, em teleconferência, que as marcas de cuidados capilares Nexus e Sheamoisture precisam de ajustes nos Estados Unidos, mas que a Unilever espera aceleração das vendas na América do Norte a partir do segundo trimestre.

A Unilever manteve sua projeção inalterada, após indicar em fevereiro que as vendas subjacentes ficariam na faixa inferior de sua meta de crescimento plurianual de 4% a 6%.

Custos do Irã

Isso ocorre apesar do cenário de guerra com o Irã, que pode agravar um ambiente já desafiador. Empresas de consumo enfrentam aumento de custos em itens que vão de frete a embalagens plásticas.

A Unilever anunciou um congelamento de contratações no fim de março para os próximos meses devido à crise.

A companhia prevê custos adicionais entre €350 milhões (US$ 409 milhões) e €500 milhões neste ano como resultado do conflito. Embora ainda não tenha observado impacto no consumo ou nas operações, o diretor financeiro Srinivas Phatak disse que monitora como a inflação afeta a demanda.

A Unilever também vê oportunidade de ganhar participação de mercado, disse Phatak, já que empresas menores têm mais dificuldade de se adaptar e ajustar ingredientes e fornecedores.

Fernandez tem reforçado que o foco da Unilever deve estar em beleza e bem-estar, onde enxerga maior potencial de crescimento.

A empresa informou neste mês que vai adquirir a Grüns, fabricante de vitaminas em goma com sede nos Estados Unidos.

Antes do acordo com a McCormick, a Unilever vinha se desfazendo de marcas de alimentos há cerca de uma década, incluindo pastas, chás e o negócio de sorvetes, que agora opera como empresa independente.

A Unilever manteve uma participação de 20% na Magnum Ice Cream, que pretende reduzir nos próximos anos.

As vendas orgânicas da Magnum cresceram 4,5% no primeiro trimestre, informou a empresa nesta quinta-feira, ao manter sua projeção para o ano inteiro.

Veja mais em bloomberg.com





Fonte Link

spot_img
spot_img
Fique conectado
16,985FansLike
2,458FollowersFollow
61,453SubscribersSubscribe
Deve ler
spot_img
Notícias Relacionadas
spot_img