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PIB brasileiro migra para Nova York em busca de mais capital estrangeiro

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A inflação e a atividade econômica no Brasil permanecem resilientes, atraindo atenção do Banco Central em meio a um cenário de incertezas políticas e geopolíticas. A Brazil Week, de 11 a 14 de maio em Nova York, visa promover investimentos em transição energética, infraestrutura e tecnologia, reunindo investidores e autoridades.

Apesar da alta do petróleo, que impacta a inflação e a economia, o Brasil se destaca como exportador líquido da commodity. A inflação, embora tenha recuado para 4,14% em 12 meses, ainda preocupa, com o BC mantendo uma política monetária restritiva. O preço do petróleo Brent, que ronda os US$ 100, pode continuar a pressionar a economia, mesmo com expectativas de queda após a reabertura do Estreito de Ormuz.

O cenário atual exige que o governo e gestores estaduais aproveitem as oportunidades de investimento antes das eleições de 2027.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Inflação e atividade ainda resistentes, alvo de atenção e ação do Banco Central, são destaques na agenda de indicadores com encerramento na primeira quinzena de maio que será amplamente dedicada ao apelo de investimentos no País, apesar das eleições que se avizinham.

Pesquisas de opinião se proliferam, mas inibem, por ora, apostas em vencedor à presidência da República e, até por isso, semeiam torcida e expectativa que concorrem com a tensão geopolítica pelo incerto desfecho da guerra no Oriente Médio. Nada disso, porém, tira o Brasil da vitrine – em Nova York.

Gatilho para propostas de empreendimentos direcionados especialmente à transição energética, infraestrutura e tecnologia, a Brazil Week, entre 11 e 14 de maio, é uma combinação anual de eventos que reúne, na principal praça de negócios financeiros do mundo, bancos internacionais e nacionais, gestores de fundos de investimento, inclusive soberanos, empresários, políticos e autoridades de governo tanto federal quanto estaduais.

O peso da transição energética, apontam especialistas, é significativo e tende a empurrar os EUA e outras nações a uma disputa sobre o Brasil que pode virar precioso ativo em “leilão” por futuros investimentos que o governo Lula 3.0, de olho no Lula 4.0, gostaria de aproveitar e gestores estaduais em fim de mandato não devem desperdiçar. Na tentativa, inclusive, de engatilhar negociações como legado a sucessores que assumem o manche em 2027.

Neste ano, a “Semana do Brasil” em Nova York, regada a jantares, conferências, seminários e encontros empresariais sigilosos, ocorre em meio a uma visão preocupante do impacto da alta do petróleo na economia internacional e doméstica.

A insistência do preço da commodity em rondar US$ 100 o barril Brent, apesar do declínio recente ante a constatação de que o cessar-fogo no Oriente Médio está se prolongando, mantém o risco de queda da atividade e alta da inflação global e local – bola levantada pelo BC na Ata do Copom publicada na terça-feira, 5 de maio.

Num momento de intensa exposição e na esteira do encontro entre os presidentes Lula e Donald Trump em Washington, na quinta 7 de maio, favorece o Brasil o fato de ser exportador líquido de petróleo beneficiado pela cotação histórica da commodity; e conspira contra a pressão dos combustíveis sobre a inflação que teima em extrapolar a meta de 3%.

Meta tratada como dissonante às condições da economia brasileira por acadêmicos e integrantes do governo, mas que pauta a política monetária restritiva do BC que assim deve continuar. O declínio da taxa em 0,50 ponto este ano, para 14,5%, pouco contribui para aliviar preocupações fiscais ou promover redução substantiva de despesa com juros da dívida pública alçado em R$ 1,08 trilhão em 12 meses até março, 8,35% do PIB. Cifra em salto olímpico se comparada à fatura de 2022, antessala de Lula 3.0, de R$ 586,4 bilhões, 5,96% do PIB.

Sinal de que a inflação cede a passos de tartaruga, no ano encerrado em março, o indicador oficial em 12 meses saiu de 5,53% para 4,14%. Desde novembro passado, nessa base de cálculo, o IPCA ficou abaixo do teto da meta, 4,50%, mas sem refresco, inclusive, porque as expectativas já desandam até 2028, constatou e alertou o Copom.

Petróleo cai, mas nem tanto

Nos próximos dias, o IBGE divulgará resultados de vendas no varejo e prestação de serviços em março. O IPCA de abril sairá na terça-feira, 12 de maio. Em março, o indicador avançou 0,88% e, em 12 meses, 4,14%. A prévia de abril, representada pelo IPCA-15, subiu, respectivamente, 0,89% e 4,37%. Salgada, mas levemente aquém do esperado.

“A pressão observada no IPCA-15 de abril, sobretudo pelo preço dos combustíveis, deve reverberar sobre o IPCA a ser anunciado”, avalia Bruno Cordeiro, especialista em inteligência de mercado da StoneX. Subsidiária brasileira da StoneX norte-americana de serviços financeiros – presente em 80 países com forte presença no mercado de moedas e commodities que não faz projeções para o IPCA.

Cordeiro observa que “as medidas tomadas pelo governo para aliviar a pressão da guerra sobre os combustíveis resultaram em queda nos preços do diesel e da gasolina na última semana de abril, mas o recuo foi muito pequeno e já notamos pressões altistas vindas, principalmente, do mercado internacional pela queda dos estoques nos EUA”.

Em entrevista ao NeoFeed, o especialista observa que as expectativas para o mercado de petróleo ainda são incertas, mas a StoneX promoveu uma revisão de sua estimativa para o tipo Brent. E o preço médio esperado para 2026 subiu de US$ 77,00 para US$ 89,00, caso o Estreito de Ormuz seja reaberto até o fim de maio.

“Isso significa que contamos com preços elevados ao longo do ano, mesmo com a reabertura de Ormuz e a retomada do fluxo de petróleo e derivados do Golfo Pérsico para o resto do mundo”, comenta Cordeiro para quem esse é o resultado de problemas que pareciam conjunturais e passaram a ser estruturais como consequência do conflito.

Ele acrescenta que há dificuldades logísticas e de retomada de produção mais acelerada no Golfo, responsável por 25% da oferta global de petróleo. E também pelo fato de que o mercado sairá desse conflito, iniciado em 28 de fevereiro, com estoques bem mais baixos porque os países estão usando suas reservas estratégicas soberanas e comerciais para reduzir o impacto da alta de preços em mercado. E, dessa forma, mitigar efeitos sobre as economias.

Com a reabertura do Estreito de Ormuz, pondera o especialista da StoneX, é natural esperar um declínio de preços comparativamente ao registrado atualmente, uma vez que o mercado está embutindo nas cotações prêmios de risco muito elevados. Entretanto, diz, mesmo em queda as cotações do petróleo ainda serão bem superiores a US$ 60,00 o barril praticado antes da guerra.



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