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A guerra no Oriente Médio já tem um vencedor. E não são os EUA nem o Irã

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Desde o início do conflito entre Estados Unidos e Irã, no fim de fevereiro, as empresas de tecnologia focadas em inteligência artificial (IA) se destacaram no mercado de ações. As principais companhias de capital aberto ganharam US$ 5,6 trilhões em valor de mercado, representando uma alta de 4,2%.

O setor de IA, em particular, teve um crescimento de 26%, impulsionado por fabricantes de chips como TSMC e Intel, que valorizaram 150% e 142%, respectivamente.

A atenção dos investidores se voltou para a IA em meio à incerteza macroeconômica, com quase dois terços das grandes empresas discutindo o tema em suas teleconferências.

Enquanto isso, o setor de petróleo também se beneficiou, com um aumento de 50% nos preços, destacando empresas como Saudi Aramco.

No entanto, empresas com operações no Golfo Pérsico, como ExxonMobil e Shell, enfrentaram perdas significativas.

Grupos de luxo e montadoras sofreram com a queda na demanda, e o setor de defesa viu uma desvalorização devido a incertezas na produção.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

A guerra entre Estados Unidos e Irã, deflagrada pelo presidente americano Donald Trump no fim de fevereiro, já tem um vencedor: as empresas de tecnologia que investem em inteligência artificial (IA).

Pouco mais de dois meses após o início dos conflitos, que incluiu o fechamento do estreito de Ormuz, por onde passa quase um terço do petróleo global, as principais empresas de capital aberto do mundo ganharam US$ 5,6 trilhões em valor de mercado, um aumento de 4,2%.

E foi justamente o segmento das companhias de IA que sustentou este avanço no período. A explicação é que a maior parte dos investidores buscou setores menos expostos à guerra.

A valorização expressiva das ações de fabricantes de chips como TSMC, que cresceu 150%, e Intel, que registrou alta de 142%, impulsionada pelos lucros recordes no primeiro trimestre, compensou as quedas registradas de outros setores.

O valor combinado das empresas de semicondutores com uma avaliação de mercado superior a US$ 10 bilhões aumentou 26%, o equivalente a US$ 3,7 bilhões, desde o início da guerra no Oriente Médio.

Quase dois terços das grandes empresas discutiram o avanço da inteligência artificial em suas teleconferências de resultados do primeiro trimestre, aproximadamente o dobro daquelas que falaram sobre o conflito no Oriente Médio, de acordo com dados da plataforma de inteligência de mercado AlphaSense.

O boom da IA ​​impulsionou uma recuperação mais rápida do mercado de ações do que durante uma série de outras crises anteriores. Grupos com ações negociadas em bolsa e com valor de mercado de pelo menos US$ 10 bilhões acumularam ganhos trilionários nas primeiras 10 semanas do conflito.

Segundo análise do Financial Times, o mesmo conjunto de companhias abertas havia perdido US$ 2,5 trilhões no mesmo período da invasão russa na Ucrânia, em 2022. No início da pandemia da Covid-19, estas empresas perderam mais de US$ 9 trilhões.

Também há crescimento no segmento de petróleo. Um aumento de 50% no preço do petróleo impulsionou grande parte do setor energético, com a Saudi Aramco, a PetroChina e a TotalEnergies entre as empresas que apresentaram os maiores ganhos de valor durante a guerra.

Cada aumento de US$ 1 no preço do petróleo significa um fluxo de caixa livre adicional de US$ 1 bilhão para a Saudi Aramco, que adicionou US$ 144 bilhões em valor de mercado durante a guerra, apesar dos ataques com mísseis e drones aos seus campos de petróleo e refinarias e do bloqueio de sua principal rota de exportação.

Empresas com menor presença no Oriente Médio — como a norueguesa Equinor, que teve alta de 24% — apresentaram o melhor desempenho, seguidas por empresas com grandes mesas de negociação que souberam aproveitar a volatilidade do mercado. BP e TotalEnergies registraram altas de 14% e 16%, respectivamente.

As empresas com pior desempenho foram aquelas em que a produção de petróleo e gás no Golfo Pérsico foi interrompida ou atingida por mísseis. A ExxonMobil e a Shell enfrentam gastos bilionários para reparar os danos ocorridos no Catar. O valor da Exxon caiu 4%, ou US$ 28 bilhões, desde o início do conflito.

Grupos de luxo como LVMH e Hermès sofreram com a queda na demanda, enquanto as montadoras foram afetadas por interrupções na logística e na cadeia de suprimentos, além do aumento dos preços do alumínio e de outras matérias-primas. A demanda no Oriente Médio caiu drasticamente para grupos como Nissan, Toyota e Stellantis.

“Isso pressiona toda a economia e as pessoas começam a pensar que talvez percam o emprego. Então, não é hora de comprar um carro agora”, afirmou Håkan Samuelsson, diretor executivo da Volvo Cars.

As companhias de bens de consumo também sofreram, já que o fechamento de Ormuz aumenta os custos e pressiona financeiramente os clientes. Empresas como Procter & Gamble e Kimberly-Clark alertaram para aumentos de preços como consequência do conflito.

Para as empresas de mineração, a guerra representou um duplo golpe: altos custos de produção como resultado do aumento dos preços do diesel, combinados com a perspectiva de preços fracos das commodities devido à potencial desaceleração da economia global.

As empresas que mais se beneficiaram da alta histórica dos preços do ouro no ano passado, como a Agnico Eagle e a Zijin Mining, foram as que sofreram as quedas mais acentuadas, desde o fim de fevereiro.

No caso do setor de defesa, a maioria das empresas americanas e europeias registrou queda no valor de mercado desde o início da guerra. Analistas afirmaram este movimento refletiu a incerteza dos investidores quanto à capacidade da indústria de produzir equipamentos rapidamente, e em larga escala, considerando os gargalos existentes na cadeia de suprimentos.



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