20.5 C
Marília
HomeAgronegócioO mundo vai produzir menos milho. Para a SLC, o preço vai...

O mundo vai produzir menos milho. Para a SLC, o preço vai subir

spot_img


A produção mundial de milho deve sofrer uma queda significativa na safra 2026/27, levando os estoques finais para o menor patamar em mais de uma década. Os números são do USDA (Departamento de Agricultura dos EUA), mas sustentam uma das teses da SLC Agrícola para a próxima safra: os preços do cereal devem subir.

A perspectiva contrasta com o cenário de oferta abundante na safra 2025/26. A produção global foi recorde, o que levou a oferta a superar a demanda em 20 milhões de toneladas. Já na safra 2026/27, o USDA projeta um déficit de 11 milhões de toneladas, devido a reduções na área plantada nos EUA e na Argentina, além de menor produtividade nas lavouras norte-americanas.

“Se confirmada, essa será a menor reserva global desde a safra 2013/14”, disse o CEO da SLC Agrícola, Aurélio Pavinato, durante teleconferência com analistas na última sexta-feira. “Esse cenário poderá acarretar aumento nos preços.”

Segundo o CEO, a relação entre estoque e consumo de milho deve cair para 21% na safra 2026/27, abaixo de 23% na safra atual e bem inferior ao padrão histórico de 27%. “É um dos níveis mais baixos da história”, disse Pavinato, lembrando que a oferta de trigo (usado na ração animal assim como o milho) também está caindo.

“Já estamos vivendo um momento de escassez de oferta de cereais no mundo”, observou. “Os preços atuais do milho não são sustentáveis nesse cenário de escassez de oferta, dentro de uma lógica de crescimento de demanda todos os anos”, acrescentou.

Na última década, o consumo global de milho cresceu, em média, 27 toneladas por ano, segundo ele. Com o aumento da produção de biocombustíveis, estimulada também pela guerra no Oriente Médio, a demanda pelo cereal deve continuar crescendo, avaliou.

Desde o início de março, o preço do milho subiu cerca de 10% na Bolsa de Chicago, sustentado por uma forte demanda para as exportações norte-americanas e por preocupações em relação à segunda safra no Brasil. Nas próximas semanas, a distribuição das chuvas será fundamental para garantir um bom potencial produtivo na safrinha, que em boa parte das áreas acabou sendo plantada fora da janela ideal.

E a soja?

Para a soja, as perspectivas não são tão otimistas. Os estoques de passagem estão historicamente elevados, mesmo com a expectativa de uma pequena redução na próxima temporada, sustentados por um aumento na produção global — impulsionada por um aumento na área plantada nos Estados Unidos.

Em 2026/27, a oferta deve superar a demanda em 800 mil toneladas em todo o mundo, uma queda ante o superávit de 1 milhão de toneladas de soja em 2025/26. Apesar da oferta recorde, o mercado permanece ajustado, disse Pavinato.

As importações da China devem aumentar em 2 milhões de toneladas, para 114 milhões, mantendo os estoques finais globais em uma leve tendência de queda, finalizou o executivo.



Fonte Link

spot_img
spot_img
Fique conectado
16,985FansLike
2,458FollowersFollow
61,453SubscribersSubscribe
Deve ler
spot_img
Notícias Relacionadas
spot_img