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TI brasileiro cresce 5% em 2026, abaixo da média global

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O mercado de TI brasileiro deve ter crescimento de receita de 5,3% em 2026, praticamente 5 pontos percentuais abaixo da média global que será de 10%. O dado foi divulgado nesta segunda-feira, 15, em um estudo da Abes (Associação Brasileira das Empresas de Software) com a IDC.

De acordo com Jorge Sukarie Neto, conselheiro da Abes e responsável pela pesquisa, esta é a primeira vez que o resultado brasileiro fica abaixo da média global. Dentre os motivos para essa estimativa estão:

  • Recuo nos investimentos;
  • Déficit fiscal;
  • Inflação resiliente;
  • Juros altos e a necessidade de cortes na taxa Selic pelo Banco Central;
  • O agravamento de conflitos geopolíticos (Irã x EUA e Israel), que impactou o preço do petróleo e gerou expectativa de mais inflação global;
  • Queda na produtividade com feriados e Copa do Mundo.

Com isso, a expectativa é de investimentos mais seletivos, voltados à eficiência operacional e priorização de iniciativas de automação, modernização de processos e retorno sobre investimento (ROI) com a inteligência artificial como principal engrenagem de transformação digital.

TI Brasileiro e da América Latina em 2025

A prévia de 2026 surge como um balde de água fria diante do resultado de 2025. No ano passado, o mercado de tecnologia brasileiro cresceu 18,5% contra 14% da média mundial, e, 8,5 p.ps acima da expectativa original. No ano anterior, o aumento foi puxando principalmente por investimentos em hardware, cujo crescimento foi de 20%, bem acima da média história de até 5%.

Por indústria, o setor financeiro foi aquele que mais investiu (US$ 9 bilhões), seguido por telecomunicações e serviços (US$ 8,6 bilhões) e o setor industrial (US$ 6,9 bilhões). Esses dados consideram apenas os gastos com software e serviços (sem hardware) no Brasil, que somaram US$ 35,4 bilhões.

Ao incluir hardware, o Brasil acumulou US$ 68 bilhões de investimentos, o equivalente a 38% dos aportes de US$ 176,6 bilhões na América Latina em uma posição de liderança local. O segundo colocado na região é o México com 24% do total, US$ 42 bilhões.

Globalmente, o Brasil está na décima posição em TI. Para efeito de comparação, os Estados Unidos lideram com US$ 1,8 trilhão de um resultado global de US$ 4,2 trilhões.

Regiões e produção

Sukarie Neto afirmou ainda que o resultado do Brasil mostra que o país começa a passar por uma “descentralização” de investimentos de TI por região. Um exemplo é a queda de 3 pontos percentuais no sudeste entre 2012 e 2025, de 65% para 62%. Por outro lado, o sul aumentou de 12% para 16%, o norte de 2% para 3% e o nordeste manteve 8%.

Considerando o ecossistema de softwares e serviços, o levantamento mostra que o Brasil tem 41.613 empresas no setor, sendo 62,5% microempresas e 31,8% pequenas. Por atividade, as firmas de serviços lideram com 37,6% do total, seguidas por distribuidores de tecnologia, com 33,3% e desenvolvedoras de software com 29%.

Imagem principal: Jorge Sukarie Neto, conselheiro da ABES e responsável pelo estudo (crédito: Henrique Medeiros/Mobile Time)

 

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