As previsões de um super El Niño estão levando a SLC Agrícola a adotar uma cautela maior nas decisões de investimentos no custeio da próxima safra, segundo Aurélio Pavinato, CEO da companhia.
O fenômeno climático normalmente reduz o volume de chuvas no centro, norte e nordeste do Brasil, onde estão concentradas a fazenda da empresa. “O que é certo, pelo histórico, é que vai chover menos. Mas isso vai ser insuficiente? Essa é a dúvida”, disse o CEO.
O executivo também lembrou que ainda não há previsões precisas sobre o clima em áreas mais específicas, como as fazendas da companhia. Diante do maior grau de incertezas, a empresa decidiu adotar a cautela.
“Vamos gastar menos, fazer alguns ajustes no manejo”, disse Pavinato a jornalistas após participar do World AgriTech South America Summit, em São Paulo.
“O foco é economizar para buscar compensar quebra de produtividade se isso eventualmente acontecer. Estamos cautelosos, mas não apavorados”, ressaltou, mencionando o menor uso de fertilizantes.
Pavinato lembrou ainda que a companhia está mais preparada para enfrentar o El Niño em comparação com anos anteriores. “Comparando com o El Niño de 2016, em que sofremos bastante na Bahia, estamos mais preparados, com mais irrigação e solos mais maduros.”
A companhia também está mais diversificada geograficamente, com mais áreas em Mato Grosso e presença no Maranhão, lembrou.
Questionado sobre a possibilidade de exercer o direito de preferência na compra de terras da Radar que estão arrendadas pela SLC, Pavinato respondeu apenas que a empresa vai “decidir dentro do prazo”.




