Uma mudança drástica nas condições atmosféricas coloca o Rio Grande do Sul em alerta máximo nesta quinta-feira (16). A combinação de ar quente e úmido vindo da Região Norte com o avanço de uma frente fria promete deflagrar temporais severos no estado. A previsão indica volumes acumulados de chuva que podem atingir a marca de 200 mm, rajadas de vento superiores a 90 km/h e até mesmo o risco de fenômenos destrutivos de escala local, como microexplosões e tornados.
De acordo com a Climatempo, a instabilidade é alimentada pelo fortalecimento do Jato de Baixos Níveis — um corredor de vento que transporta calor e umidade da Amazônia diretamente para o Sul do Brasil. Esse fluxo, ao encontrar uma frente fria e um cavado (área de baixa pressão alongada), cria uma atmosfera extremamente instável.
As áreas mais vulneráveis a tempestades severas a partir do final da manhã são as regiões da Campanha, Oeste, Sudoeste, Centro e Sul gaúchos.
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Choque térmico e risco de fenômenos extremos
O alerta de perigo para acumulados elevados de chuva concentra-se no extremo sudoeste, em parte da Campanha e no litoral sul do estado. O choque térmico antes da tempestade chama a atenção: sob a influência dos ventos do quadrante norte, as temperaturas sobem rapidamente antes da chuva, com máximas que podem encostar nos 30°C em algumas cidades rurais.
É justamente esse excesso de calor e energia na atmosfera que favorece a formação de nuvens de tempestades supercelulares, elevando o risco de granizo, microexplosões (correntes de vento descendentes violentas) e tornados.
Enquanto o Rio Grande do Sul enfrenta o início do período de instabilidade, Santa Catarina e Paraná seguem com tempo firme e temperaturas em elevação, sem previsão de chuva para esta quinta-feira.
Bloqueio atmosférico mantém Sudeste e Centro-Oeste secos
Em contrapartida à situação do Sul, um forte bloqueio atmosférico posicionado sobre o Oceano Atlântico impede o avanço de frentes frias e garante dias de sol e tempo seco na maior parte do Sudeste e do Centro-Oeste.
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Sudeste: O sol predomina entre poucas nuvens nos quatro estados. Apenas o litoral norte do Espírito Santo e o extremo nordeste de Minas Gerais podem registrar chuvas rápidas e isoladas. O grande destaque é a baixa umidade relativa do ar, que deve oscilar entre 20% e 30% em São Paulo e em Minas Gerais nas horas mais quentes do dia. No extremo norte mineiro, os índices podem cair a níveis críticos, próximos de 12%. No litoral do Rio de Janeiro, especialmente na Região dos Lagos, o vento ganha força com rajadas de até 70 km/h.
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Centro-Oeste: Mato Grosso do Sul, Goiás e o Distrito Federal seguem com tempo completamente firme, quente e de baixa umidade. A exceção fica por conta do norte e oeste de Mato Grosso, onde a umidade vinda da floresta amazônica consegue provocar pancadas isoladas de chuva entre a tarde e a noite. O sul de Mato Grosso do Sul também pode registrar ventos fortes, de até 70 km/h.
Instabilidade persiste nas faixas litorâneas do Norte e Nordeste
Nas demais regiões do país, o comportamento do clima segue padrões típicos de circulação marítima e calor equatorial.
No Nordeste, os ventos que sopram do oceano mantêm o tempo instável em toda a faixa leste. Há previsão de chuva moderada a forte e risco de temporais no litoral da Paraíba, de Alagoas e de Pernambuco, com chance de acumulados elevados na região metropolitana de Recife. Em contrapartida, o interior baiano e o sul do Piauí seguem sob forte calor e ar extremamente seco, com umidade abaixo de 20%.
No Norte, o padrão clássico de calor e alta umidade favorece a formação de pancadas de chuva com trovoadas no Amazonas, Pará, Rondônia, Amapá e Roraima. O dia segue abafado em toda a região, com pancadas que podem ocorrer com intensidade moderada a forte principalmente a partir da tarde.
Fonte: Canal Rural




