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Livia Chanes acumula cargo, vira CEO da América Latina e segue no Brasil

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Bloomberg Línea — O Nubank (NU) anunciou nesta quarta-feira (15) que Livia Chanes ampliará sua atuação ao assumir o cargo de CEO para a América Latina, mantendo também a posição de CEO do Nubank Brasil, segundo comunicado da companhia.

Os country managers Armando Herrera, no México, e Marcela Torres, na Colômbia, passam a reportar-se diretamente a ela, com autonomia operacional preservada em seus respectivos mercados.

A mudança consolida um único centro de comando para a operação latino-americana do banco digital, num momento em que a companhia ultrapassa 135 milhões de clientes no mundo e recebe autorização para operar como banco no México, onde deve se tornar o maior banco digital do país, segundo o Nubank.

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A mudança acompanha é o ritmo de expansão fora do Brasil. O Nu México atingiu o break-even no primeiro trimestre de 2026 e já soma 15 milhões de clientes, com quase 12 mil novos clientes por dia, de acordo com a instituição.

Na Colômbia, o Nu completou cinco anos de operação com mais de 11 trilhões de pesos em depósitos e prevê investir US$ 130 milhões em 2026.

Chanes ingressou no Nubank há seis anos como vice-presidente de Produtos, assumiu a operação brasileira no segundo semestre de 2022 e tornou-se CEO do Nubank Brasil no início de 2024.

Leia também: Nubank recebe aprovação definitiva para operações bancárias no México

Sob sua gestão, o negócio no país somou mais de 50 milhões de novos clientes, chegando a 115 milhões, e viu o Nu Empresas atingir 6 milhões de clientes, o maior número de CNPJs atendidos por uma instituição financeira no Brasil, segundo a companhia.

“Meu compromisso é garantir que o México e a Colômbia se beneficiem de tudo o que construímos no Brasil”, disse a executiva, em nota.

Ela reforçou que a empresa já é a maior instituição financeira privada em número de clientes no país, mas que ainda vê espaço de crescimento por segmento.

A consequência é a reafirmação da proposta de expansão regional do fundador David Vélez, que classificou a unificação da liderança sob Chanes como “um passo natural” diante de barreiras de inclusão financeira ainda presentes em toda a América Latina, segundo o comunicado.

No Brasil, onde o banco já atende mais de 60% da população adulta, o Nubank mantém o compromisso de investir R$ 45 bilhões até 2026 para acelerar a monetização da base.

Prévia do 2º trimestre

A movimentação ocorre antes do início da temporada de divulgação dos resultados financeiros do segundo trimestre.

Este movimento começa no próximo dia 29, com o Santander Brasil. Bradesco reporta em 5 de agosto, mesma data de Inter e BR Partners. O BTG Pactual divulga em 11 de agosto, seguido por Banco do Brasil, Banrisul e Banco Pine em 12 de agosto, e Nubank fecha o calendário do setor em 13 de agosto.

Leia também: Nubank: saída de CFO traz dúvidas sobre crédito e expansão nos EUA, dizem analistas

O Itaú BBA projeta um trimestre importante para o Nubank, mais forte do que o registrado no início do ano, após as preocupações com o volume de provisões no primeiro trimestre, segundo relatório assinado pelos analistas Pedro Leduc, William Barranjard e Kelvin Dechen.

O banco digital deve entregar lucro de US$ 4,8 bilhões no segundo trimestre, alta de 33% em doze meses, com retorno sobre o patrimônio (ROE) de 28,4%.

A carteira de crédito deve crescer cerca de 37% na comparação anual, com avanço de 40% na receita financeira, enquanto a rentabilidade da margem ajustada ao risco deve melhorar de 9,3% para 10,3%, segundo as estimativas do banco. Em reais, o lucro líquido projetado é de R$ 4,8 bilhões, com receitas totais de R$ 20,5 bilhões no trimestre.

A recuperação acompanha a reversão do quadro de provisões que pressionou o resultado do início do ano. Nubank, Bradesco e BTG Pactual aparecem como os três destaques positivos do setor bancário nesta temporada, enquanto Banco do Brasil, Santander e Inter recebem recomendação de cautela do Itaú BBA.

A leitura é compartilhada por outras casas de análise. O Goldman Sachs também projeta resultados sequencialmente melhores para o Nubank no segundo trimestre, com ROE estimado em 28,7%, puxado pela normalização do custo de risco e por crescimento sólido da carteira de crédito, segundo relatório assinado por Tito Labarta, Tiago Binsfeld e Juliana Ohara e divulgado nesta quarta-feira.

O banco americano declara preferência por fintechs e por nomes de mercado de capitais, como BTG Pactual e XP, em detrimento dos bancões brasileiros, para os quais projeta ROE mais baixo e crescimento de crédito e receita em desaceleração: 15,9% no Bradesco, 13,5% no Santander Brasil e apenas 7,4% no Banco do Brasil, citado como o de maior incerteza por causa das provisões do crédito rural.

-Texto atualizado às 17h05 para incluir relatório do Goldman Sachs

Leia também: Nubank investirá R$ 45 bilhões no Brasil em 2026 e mira licença bancária





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