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Gerdau passa de mil ativos conectados em sua rede privativa

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A Gerdau já contabiliza mais de 1 mil dispositivos conectados à sua rede privativa com 5G. Segundo Gustavo França, CDO do conglomerado siderúrgico, entre os equipamentos estão câmeras com inteligência artificial para ajudar no controle de qualidade, equipamentos para medição de gás carbônico (carboxímetros), sistemas de telemetria em veículos e, mais recentemente, sensores em locomotivas.

Em conversa exclusiva com Mobile Time durante o SP2B, o executivo explicou que o desafio da adoção da rede celular 5G com a Claro tem sido menos sobre a expansão da aplicação e mais sobre gerar o impacto esperado nas alavancas estratégicas esperadas.

Um ano atrás, ao lançar a rede privativa, a companhia estabeleceu como prioridades segurança, logística e qualidade.

França também foi questionado sobre outras aplicações, como computadores com conectividade 4G e 5G. O CDO confirmou as soluções que estavam no cronograma quanto aquelas que já estão em produção. Um exemplo mais avançado é o uso de PCs conectados na mina de Miguel Burnier/MG.

A rede 5G de Ouro Branco é usada como um “backbone” para levar conectividade a outras plantas da Gerdau, como a unidade em Pindamonhangaba: “De acordo com a necessidade de cada planta, temos feito a extensão dessa capacidade para atender desafios de negócio”, detalhou.

IA na Gerdau

O executivo também confirmou para esta publicação que a Gerdau já utiliza gêmeos digitais, algo que, segundo ele, não seria possível sem a conectividade. Ao todo, a holding conta com mais de 20 modelos de digital twins voltados a otimização, simulação, predição e sequenciamento de produção.

Esses gêmeos digitais estão em uso no Brasil, mas o uso deles será expandido para as unidades fabris da Gerdau nos Estados Unidos.

 Além da tecnologia que replica o mundo físico no digital, França também explicou como está a adoção de inteligência artificial na companhia, mais voltada ao backoffice. Considerando IA determinística e generativa, a empresa tem:

  • Modelos matemáticos para adição de ligas, gestão de energéticos nos fornos de aciaria (equipamentos industriais usados para transformar ferro-gusa e sucata metálica em aço) e suporte para predição de processos;
  • Agente comprador para auxiliar em negociações;
  • IA generativa para responder a dúvidas dos funcionários (férias e benefícios, por exemplo);
  • Knowledge Management Hub (KM Hub), solução de IA focada em trazer conhecimento do setor de aço que permite aos profissionais fazer perguntas a partir do histórico e dados da Gerdau.

Sobre a possibilidade de unir a IA do backoffice ao chão de fábrica, em uma abordagem de IA física, França afirmou que “sempre existe essa possibilidade”, mas que isso dependerá do valor a ser obtido. Disse que um caminho para esse trabalho será a possibilidade dos executivos avaliarem por meio dos gêmeos digitais, algo que deve acontecer em breve.

Imagem principal: Marcio Rachid, Claro Empresas; Gustavo França, Gerdau (crédito: Henrique Medeiros/Mobile Time)

 

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As ilustrações das matérias são produzidas por Mobile Time com IA



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