A soja encerrou a sessão de terça-feira (18) em alta na Bolsa de Chicago (CBOT), sustentada pela expectativa de novas compras da China e por indicações de perda de potencial produtivo nas lavouras dos Estados Unidos. Em contrapartida, os mercados de milho e trigo registraram recuos pressionados por vendas de produtores e realização de lucros.
Comportamento dos Mercados de Grãos
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Soja (+0,66% / US$ 12,16 por bushel – contrato nov/26): O mercado refletiu o relatório do USDA que apontou deterioração das lavouras americanas e os primeiros dados da expedição ProFarmer Crop Tour. Em Ohio e na Dakota do Sul, a contagem de vagens ficou abaixo da média dos últimos anos. Além disso, o forte ritmo de esmagamento nos EUA e estoques de óleo abaixo do esperado — combinados a restrições no óleo de girassol no Mar Negro — impulsionaram as cotações.
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Milho (-0,33% / US$ 4,88 por bushel – contrato dez/26): Após dois dias de valorização, o cereal caiu diante da realização de lucros e do aumento da oferta de estoques antigos por produtores americanos. O recuo foi limitado pela queda nas condições das lavouras nos EUA, estimativas desfavoráveis para a safra da União Europeia e ataques russos a portos ucranianos no Mar Negro e no rio Danúbio.
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Trigo (-1,16% / US$ 6,81 por bushel – contrato dez/26): Pressionado pelo avanço da colheita do trigo de inverno no Hemisfério Norte, o cereal recuou com a entrada de nova oferta global.
Risco Geopolítico no Mar Negro
No mercado internacional de trigo e milho, a consultoria UkrAgroConsult alertou que os travamentos logísticos no Mar Negro e no rio Danúbio podem fazer com que Rússia e Ucrânia percam espaço permanente em destinos tradicionais da Ásia, África e Oriente Médio. Essa instabilidade abre margem para países concorrentes — como Argentina, Austrália, Estados Unidos, Canadá e integrantes da União Europeia — ampliarem suas fatias de mercado a partir do segundo semestre.




