O Ministério da Agricultura e Pecuária informou, no clipping de 16 de setembro, a abertura de mercados em Cuba e no México para produtos agropecuários brasileiros. O recorte não identifica os produtos habilitados, os volumes esperados ou a data de início dos embarques [verificar]. Ainda assim, a medida cria uma possibilidade adicional de demanda para exportadores em um cenário de custos crescentes e produção elevada.
O efeito econômico dependerá da natureza dos produtos autorizados e dos requisitos de acesso. Se a habilitação incluir carnes ou derivados, será necessário avaliar tarifas, certificação sanitária, logística e perfil de consumo em cada destino. Não é possível afirmar, com base no clipping, que frango ou carne suína estejam entre os itens autorizados. Essa associação deve ser confirmada no comunicado oficial do ministério [verificar].
A Embrapa registrou aumento dos custos de produção de frango de corte e suínos em agosto. A alta pressiona a margem entre o preço recebido pelo produtor e o custo da ração, dos animais, da energia, da mão de obra e de outros componentes. O levantamento citado no recorte não apresenta os valores absolutos nem a variação percentual de cada cadeia [verificar]. Sem esses números, a direção do movimento está clara, mas sua intensidade ainda não pode ser dimensionada.
A conta da alimentação ajuda a explicar a sensibilidade da suinocultura. Segundo especialista da UFMG ouvido por G1/Globo Rural, porcos comerciais consomem entre 260 kg e 280 kg de ração do desmame até atingir aproximadamente 120 kg para o abate. Quanto maior o custo por quilo da ração, maior a necessidade de repasse no preço ou de ganho de eficiência para preservar o resultado por animal.
Pelo lado da oferta, a Conab estima que a produção brasileira de carnes supere 34 milhões de toneladas em 2026 e 2027. A projeção tende a intensificar a competição entre proteínas e pode limitar repasses ao consumidor, caso a demanda não acompanhe o crescimento da produção. O recorte não informa os volumes previstos para frango, suínos e bovinos separadamente [verificar].
A ASGAV também aponta recuperação gradual das exportações da avicultura gaúcha. O desempenho pode melhorar a utilização da capacidade exportadora regional, mas faltam dados de volume, receita e destinos para estimar o impacto sobre preços e margens.
Da Redação
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