A AiMOGA, vertical de robótica do grupo Chery International, acaba de chegar ao Brasil e traz consigo a Mornine, robô humanoide que atuará nas concessionárias da OMODA & JAECOO, e Argos, um cão robótico que será comercializado para o público geral. Essa é a primeira vez que a AiMOGA entra um mercado fora da China.
Em entrevista ao Mobile Time, Renan Souza, brand manager da marca, explica que o Brasil é um mercado estratégico para a companhia, “pela combinação de escala, diversidade econômica e crescente interesse das empresas por inteligência artificial, automação e novas formas de interação com clientes e usuários”.
Além disso, ele destaca que a AiMOGA considera o país uma porta de entrada estratégica para o mercado latino. “Nossa estratégia é entender os casos de uso locais, desenvolver um ecossistema de parceiros e identificar onde essa tecnologia pode efetivamente gerar valor”, explica Souza. Ele destaca essas ações como o foco inicial da companhia no Brasil: “nosso objetivo é estruturar essa vertical de maneira sustentável no país”.
Mornine e Argos devem ser lançados até o final de 2026. Enquanto isso, a AiMOGA trabalha na homologação de ambos junto à Anatel e realiza testes finais. Só com essas etapas concluídas é que a empresa divulgará os valores e as condições comerciais em que serão oferecidos aos brasileiros.
Mornine
O robô humanoide foi desenvolvido para oferecer uma experiência diferenciada aos clientes das marcas da Chery International. A máquina recepciona, apresenta os veículos e suas especificidades, esclarece dúvidas, além de ser capaz de direcionar o atendimento a um consultor humano em caso de necessidade.
Ela é equipada com sensores LiDAR 3D e câmeras, que permitem que navegue de forma autônoma e tenha uma percepção tridimensional. Mornine também conta com LLMs e Retrieval-Augmented Generation (geração aumentada por recuperação de informações, RAG, em inglês), que a ajudam a ter acesso a dados atualizados.
Trata-se de um robô que executa diversas ações de forma natural, como caminhar, cumprimentar, falar e dançar. Sua bateria, no entanto, não é das mais longas, durando no máximo duas horas e exigindo auxílio humano para direcioná-la para recarga.
Argos
O cão robótico foi pensado para aproximar a tecnologia do cotidiano das pessoas, podendo ser voltado ao entretenimento e a ações práticas. O Argos tem como pontos fortes a mobilidade e a versatilidade. Com comando de voz, ele é capaz de correr, sentar, deitar e dar a pata, sem precisar de conexão permanente à rede. Assim como sua companheira humanoide, tem autonomia de até duas horas e uma estação para literalmente recarregar as energias.
Argos. Reprodução/AiMOGA.
Internamente, o cachorro robô tem câmera panorâmica e sensores ultrassônicos. Consegue se movimentar em diferentes tipos de terreno, pesa quase 14 kg e tem capacidade de atingir uma velocidade de até 2,5 metros por segundo. “Vejo o Argos como uma plataforma bastante interessante tanto para interação e entretenimento quanto para acompanhamento, inspeção, monitoramento e mobilidade. Entre as possibilidades de aplicação estão patrulhamento, acompanhamento de pessoas, monitoramento remoto e atividades de interação”, diz Souza.
Das telas para o mundo físico
O executivo considera Mornine e Argos exemplos de uma nova era da inteligência artificial, em que ela sai das telas para ganhar o mundo físico. “Quando combinamos IA generativa, percepção, visão computacional, navegação e controle de movimento, deixamos de ter apenas um sistema capaz de responder perguntas e passamos a ter uma plataforma capaz de perceber, decidir, interagir e agir fisicamente”, argumenta.
Mornine e Argos são apenas alguns exemplos do portfólio da Chery que estão alinhados a essa nova fase tecnológica. A marca também conta com robôs para finalidades mais específicas, como o Police Robot (segurança e tráfego) e o Nurse Robot, direcionado à área da saúde.
Foto: Mornine atuará em concessionárias da OMODA & JAECOO, no Brasil. AiMOGA/Reprodução.




