18.5 C
Marília
HomeAgronegócioObras na Transportuária poluem resultados da Hidrovias no 1º tri

Obras na Transportuária poluem resultados da Hidrovias no 1º tri

spot_img


As obras da via Transportuária — que faz o acesso de caminhões até o terminal de Miritituba, no Pará — causaram uma série de problemas operacionais para a Hidrovias do Brasil no primeiro trimestre, que reverberaram da primeira à última linha do balanço.

Os embarques da região Norte (que responderam por mais da metade do volume transportado pela companhia no período) tiveram uma queda de 12% na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, somando 1,6 milhão de toneladas.

O volume transportado de fertilizantes teve um tombo de 80% na comparação anual, saindo de mais de 100 mil toneladas para 23 mil toneladas nos primeiros três meses do ano — reflexo das dificuldades na via local.

O impacto veio de duas obras simultâneas na região: uma de asfaltamento de uma via já existente que dá acesso aos terminais de Miritituba, e outra obra de construção de outra via que terá o mesmo destino, com previsão de conclusão até o final deste ano.

“Caminhoneiros este ano chegaram a ficar parados por quatro, cinco, seis dias”, afirmou Décio Amaral, CEO da Hidrovias do Brasil, em call com investidores nesta terça-feira.

Para tentar segurar o nível de serviço aos clientes, a companhia precisou alugar capacidade de transbordo de terceiros, que ficam mais próximos da saída da Transportuária (e sofriam menos com as obras), o que trouxe custos adicionais para a empresa.

Daqui para frente, os executivos sinalizaram que a situação deve melhorar, tendo em vista que boa parte das obras já foi concluída na estrada antiga (que é formada por duas ladeiras, Santo Antonio e a ladeira da Malu).

“As obras de asfaltamento da Santo Antônio já estão 100% concluídas, e a ladeira da Malu está finalizando ao longo deste mês, então ainda deve ter um pouquinho de siga e pare”, explicou Amaral.

Além disso, destacou, os principais usuários da Transportuária hoje estão usando o mesmo pátio, em um sistema de agendamento comum para controlar o fluxo de maneira inteligente.

“A gente acredita que os impactos da Transportuária e esse gargalo na nossa recepção estão mitigados ”, afirmou Amaral.

Daqui em diante

Na safrinha, o executivo destacou que a empresa tem um volume muito similar ao do ano passado em contratos de take-or-pay, com um excedente sendo negociado em contratos spot, num cenário bastante similar ao do ano passado.

No segundo semestre, a Hidrovias espera um cenário mais próximo da normalidade nas operações, com um mix de cargas mais favorável e maior participação do minério de ferro.

Apesar das incertezas sobre os impactos do El Niño — que podem afetar a navegabilidade — Amaral afirmou que as previsões ainda indicam boas condições para a navegação, num monitoramento feito semana a semana.

“Estamos muito próximos do DNIT, da Agência Nacional de Águas, para que, caso haja uma indicação de disrupção na navegação, ocorra uma mobilização e dragagem a tempo”, explicou o CEO.

***

No primeiro trimestre, a Hidrovias do Brasil teve um prejuízo de R$ 34 milhões, ante uma perda de R$ 2 milhões no mesmo período do ano passado. O Ebitda ajustado caiu 12%, para R$ 194 milhões na mesma comparação. A receita líquida atingiu R$ 445 milhões, um recuo de 18%, refletindo os menores volumes movimentados.



Fonte Link

spot_img
spot_img
Fique conectado
16,985FansLike
2,458FollowersFollow
61,453SubscribersSubscribe
Deve ler
spot_img
Notícias Relacionadas
spot_img