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A Smart Fit apresentou um crescimento significativo em sua receita no primeiro trimestre, alcançando R$ 2,1 bilhões, um aumento de 25% em relação ao ano anterior.
O Ebitda ajustado subiu 29%, totalizando R$ 672 milhões, e o lucro cresceu 47%, atingindo R$ 207 milhões.
A base de clientes cresceu 6%, totalizando 5,6 milhões, impulsionada pela plataforma TotalPass, que expandiu a rede de academias parceiras no Brasil em 47% e no México em 45%. A companhia aumentou em 20% o número de academias, chegando a 2.113 unidades.
Analistas destacaram que a TotalPass consolidou sua posição como uma das principais plataformas de bem-estar na América Latina, contribuindo para o aumento do tíquete médio e da receita do segmento “outros”, que dobrou para R$ 193 milhões.
Apesar de um desempenho positivo, o México apresentou desafios com custos elevados e queda na margem. As ações da Smart Fit subiram 11,5% após os resultados.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
O crescimento da Smart Fit no primeiro trimestre, provocado principalmente pelo aumento da base de alunos a partir da plataforma de benefícios TotalPass, animou os investidores. Por volta de 14h40, as ações da companhia fundada por Edgard Corona acumulavam alta de 11,5% no pregão de quinta-feira, 7 de maio, na B3. O papel chegou a valorizar mais de 13% no início das negociações.
No primeiro trimestre deste ano, a companhia registrou receita líquida de R$ 2,1 bilhões, alta de 25% sobre a mesma base do ano anterior. O Ebitda ajustado subiu 29%, com R$ 672 milhões no período. O lucro subiu 47% sobre os primeiros três meses de 2025, e alcançou R$ 207 milhões.
O número de clientes, somando todas as marcas da companhia nos 15 países em que atua na América Latina, chegou a 5,6 milhões no trimestre, aumento de 6% sobre o mesmo período de 2025. E é justamente esta elevação que foi sustentada pela plataforma da empresa.
Pelo TotalPass, a base de academias parceiras atendidas no Brasil cresceu 47% e ultrapassou 34 mil unidades em cerca de duas mil cidades. No México, a rede de unidades credenciadas aumentou 45%.
Com isso, os clientes da TotalPass passaram a ter acesso a 44 mil estabelecimentos, incluindo as academias e os studios da própria Smart Fit. A companhia aumentou em 20% o número de academias e chegou a 2.113 unidades.
Analistas financeiros do BTG Pactual, Santander e XP enxergaram os resultados apresentados no primeiro trimestre acima das estimativas do mercado.
“A Smart Fit se tornou um tema central em nossas conversas, especialmente devido ao aumento da penetração da TotalPass, que vemos como estrutural”, dizem os analistas Luiz Guanais, Yan Cesquim e Beatruz Cendom, do BTG.
“A plataforma entregou mais um trimestre muito forte no primeiro trimestre, consolidando ainda mais sua posição como uma das principais plataformas corporativas de bem-estar da América Latina”, completam.
Eles ainda apontam como destaque para o avanço da receita o crescimento no tíquete médio, impactado por uma nova estratégia de preços da companhia. Isso ocorreu, segundo os analistas, após o reajuste implementado no plano ‘black’ no início de 2026, combinado ao aumento de participação dos usuários.
“Nesse contexto, aproximadamente metade do crescimento do tíquete médio veio da maior contribuição das receitas geradas pelos check-ins de clientes da TotalPass nessas academias”, afirma o relatório do banco.
Isto explica também o crescimento da receita do segmento “outros”, onde está a vertical ligada ao TotalPass e que dobrou de tamanho na comparação anual, com R$ 193 milhões. O volume representa 9% da receita total da companhia.
A receita do segmento “Outros” dobrou na comparação anual, para R$ 193 milhões (9% da receita total), também beneficiada pela consolidação da TotalPass no México e da FitMaster (com impacto positivo de R$ 27 milhões na receita e no lucro bruto).
A XP também destacou o elevado crescimento dos planos regulares no Brasil a partir da plataforma de benefícios corporativos, o que, segundo os analistas, levou a um aumento de penetração acima do nível observado nos últimos três anos.
“Apesar dos números consolidados em linha, o Brasil veio muito melhor do que nossas estimativas, principalmente pelos resultados da TotalPass, enquanto México e outros países da América Latina compensaram essa surpresa positiva”, diz o relatório assinado por Danniela Eiger, Pedro Caravina e Laryssa Sumer.
Os analistas da XP também apontam, porém, uma espécie de efeito colateral associada à natural “dor do crescimento”. “Foi um forte destaque, com a margem bruta subindo 2,3 pontos percentuais, principalmente pelos resultados da TP, enquanto a margem da SmartFit permaneceu pressionada pela expansão da companhia”, afirmam.
O México, no apontamento da XP, permaneceu como ponto negativo, com queda de 3,6 pontos percentuais, devido a custos mais elevados e a uma contribuição limitada da expansão de 2025, por causa do volume de concentração no fim do quarto trimestre.
O relatório do Santander destaca a capacidade da companhia em avançar na receita de margem e no crescimento do volume de usuários, tanto nas academias próprias, quanto do uso do benefício corporativo. Assim, os analistas já previam um resultado positivo no pregão.
“No geral, esperamos uma reação fortemente positiva do mercado, já que o trimestre respondeu às principais preocupações relacionadas a crescimento da base de membros, resiliência da margem bruta e monetização da TotalPass”, diz o relatório assinado por Lucas Esteves, Eric Huang e Vitor Fuziharo.
“Isso reforça nossa tese de que a TotalPass não está apenas ocupando capacidade ociosa, mas cada vez mais contribuindo para a rentabilidade da companhia”, afirmam os analistas.
O ponto de atenção, segundo o Santander, também está direcionado às academias próprias do México, ainda em fase de maturação, e que registraram queda na margem, devido aos maiores custos e serviços, e o amadurecimento das unidades abertas em 2025.
No acumulado de 2026, as ações da companhia na B3 registram desvalorização de 11,8%. A Smart Fit está avaliada em R$ 12,5 bilhões.




