O fim da Cracolândia após mais de três décadas de existência, o avanço do maior programa habitacional já realizado na capital paulista, a retomada e aceleração de grandes obras de mobilidade urbana e a integração de sistemas inteligentes de segurança pública estão entre os principais resultados da atuação conjunta entre o Governo do Estado de São Paulo e a Prefeitura da Capital nos últimos três anos e meio.
“Os avanços que o centro histórico da maior metrópole da América do Sul vivencia hoje não são fruto do acaso. Não houve milagre, mas trabalho duro, perseverança e método. Em pouco mais de três anos, a integração de ações entre o Governo do Estado e a Prefeitura de São Paulo está viabilizando uma das maiores transformações urbanas da história da cidade. E vamos avançar mais ainda com segurança reforçada, requalificação urbana, expansão do transporte público e ampliação da oferta de moradia na região”, disse o governador Tarcísio de Freitas.
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As entregas refletem uma estratégia baseada na coordenação entre diferentes esferas de governo para enfrentar desafios históricos da maior cidade do país e, com isso, acelerar projetos, qualificar serviços e promover transformações estruturais. Os resultados são observados em diferentes frentes: um centro da cidade sem sua principal cena aberta de uso de drogas há mais de um ano, mais de 15 mil moradias populares entregues, quase 45 mil imóveis regularizados, a retomada e conclusão de obras de mobilidade aguardadas há décadas, como o Rodoanel Norte e a Linha 6-Laranja, e a consolidação de um sistema integrado de monitoramento que já contribuiu para a captura de mais de 15 mil criminosos.
Fim da Cracolândia marca mudança histórica no centro da capital
Uma das transformações mais significativas do período ocorreu na região central da cidade. Após décadas de tentativas sem resultados duradouros, a chamada Cracolândia foi desmobilizada por meio de uma atuação integrada entre Governo do Estado e Prefeitura, envolvendo ações estruturantes de segurança pública, saúde, assistência social, habitação e urbanismo.
A estratégia adotada a partir de 2023 substituiu ações isoladas por um modelo coordenado de governança, com planejamento conjunto e acompanhamento individualizado das pessoas em situação de dependência química. Ao mesmo tempo em que as forças de segurança atuaram para desarticular o tráfico de drogas e enfraquecer organizações criminosas, a rede de acolhimento e tratamento foi ampliada para oferecer suporte contínuo aos usuários.
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“São Paulo virou a página de um problema que marcou o centro da capital por mais de 30 anos. A Cracolândia deixou de existir porque houve coragem para enfrentar o crime organizado, ciência para implementar políticas públicas eficientes e determinação para não desistir. Hoje, São Paulo mostra que é possível recuperar territórios, devolver dignidade às pessoas e enfrentar problemas históricos com trabalho sério e coragem. Mais do que o fim do território, acabamos com a lógica daquele sistema que estava implementado”, afirma o vice-governador Felício Ramuth.
Equipamentos como o Hub de Cuidados, além da expansão de casas terapêuticas e unidades de atendimento, passaram a integrar uma política de atenção integral voltada à reinserção social. Paralelamente, ações de habitação, requalificação urbana e ordenamento territorial contribuíram para reduzir vulnerabilidades e fortalecer a presença do poder público na região.
Um componente importante desse processo foi a atuação integrada na Favela do Moinho. Historicamente associada à logística do tráfico de drogas que abastecia o fluxo na região central, a comunidade passou a receber ações coordenadas de segurança pública e políticas habitacionais. As operações resultaram na prisão de lideranças criminosas e no enfraquecimento da estrutura de distribuição de drogas, enquanto programas habitacionais passaram a oferecer alternativas de moradia para famílias da região. O resultado é um cenário inédito para a cidade. O centro de São Paulo completou em maio um ano sem a formação de cenas abertas de uso de drogas.
Maior investimento habitacional da história da capital amplia acesso à moradia
Outra frente de atuação conjunta com impacto direto na vida da população é a política habitacional. Estado e Prefeitura conduzem atualmente o maior investimento da história da cidade em habitação popular. Já foram entregues 15.398 unidades habitacionais na capital, enquanto outras 33.504 estão em construção em diferentes regiões da cidade.
“Esse é o espírito da nossa secretaria e do Governo de São Paulo. Nosso interesse é entregar unidade habitacional para as pessoas que mais precisam. E as pessoas que mais precisam estão nos municípios, por isso é tão importante a nossa parceria com prefeitas e prefeitos. Habitação é chegar na ponta, é conseguir fazer a entrega e colocar as famílias em uma situação muito melhor”, disse o secretário estadual de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Branco.
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A estratégia combina instrumentos complementares para ampliar o acesso à moradia. Por meio da atuação integrada da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitacional, da CDHU e do programa Casa Paulista, em articulação com a Secretaria Municipal de Habitação (Sehab) e a Cohab-SP, foram estruturadas iniciativas que envolvem Parcerias Público-Privadas (PPPs), subsídios habitacionais, financiamento facilitado, reassentamento e regularização fundiária.
Entre os principais instrumentos está a Carta de Crédito Associativo, que viabiliza o financiamento de moradias para famílias de baixa renda, ampliando o acesso à casa própria. Já a Carta de Crédito Imobiliário contabiliza mais de 25 mil unidades habitacionais entre entregues e em produção. Os investimentos estaduais nessa modalidade superam R$ 411 milhões e impulsionam empreendimentos que representam cerca de R$ 16 bilhões em investimentos totais, com reflexos na geração de empregos e no desenvolvimento urbano.
A atuação integrada também tem garantido soluções habitacionais para famílias que viviam em áreas de risco ou em comunidades vulneráveis, como a Favela do Moinho, oferecendo condições para acesso à moradia digna e segura.
Outro eixo é a regularização fundiária. Por meio de programas como o Cidade Legal e das ações da CDHU, quase 45 mil unidades habitacionais foram regularizadas na capital durante a atual gestão. A medida garante segurança jurídica aos moradores, amplia o acesso ao crédito, valoriza os imóveis e fortalece o direito à moradia.
Obras destravadas impulsionam nova fase da mobilidade urbana
Projetos de mobilidade urbana que eram aguardados há anos foram retomados ou acelerados, permitindo avanços concretos na expansão da infraestrutura de transporte da capital. Entre os principais exemplos está a retomada das obras do trecho Norte do Rodoanel, empreendimento estratégico para retirar caminhões das marginais e reduzir impactos no trânsito urbano.
Outra obra emblemática é a Linha 17-Ouro, que avançou após anos de paralisação e foi entregue em janeiro. O monotrilho faz a ligação do Aeroporto de Congonhas à rede metroferroviária, ampliando a integração do sistema de transporte da cidade. Também seguem em andamento projetos estruturantes como a Linha 6-Laranja, que será inaugurada ainda neste ano e conectará a Brasilândia, na zona norte, à região central e à zona oeste; a expansão da Linha 2-Verde em direção à zona leste e a Guarulhos; e a ampliação da Linha 15-Prata, com novas conexões e reforço da frota para aumentar a capacidade operacional.
A expansão da rede metroviária inclui ainda os projetos de prolongamento da Linha 5-Lilás até o Jardim Ângela e da Linha 4-Amarela até a região da Chácara do Jockey e Taboão da Serra. Em paralelo, avançam os estudos e projetos das futuras linhas 19-Celeste, 20-Rosa e 22-Marrom, que ampliarão a integração da capital com municípios como Guarulhos, São Bernardo do Campo, Santo André, Osasco e Cotia.
Nos trens metropolitanos, os investimentos nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade fortalecem a conexão com a zona leste e com o Aeroporto Internacional de Guarulhos, ampliando a oferta de serviço e melhorando a regularidade operacional.
Outro marco é a concessão da Linha 7-Rubi associada ao Trem Intercidades, projeto que criará uma nova alternativa de deslocamento entre São Paulo, Jundiaí e Campinas, ampliando a integração regional e reduzindo a pressão sobre o sistema rodoviário.
Na zona sul da capital, a entrega da Estação Varginha em 2025 e a implantação do Terminal Estação Varginha em 2026 consolidam um novo polo de integração entre ônibus e a Linha 9-Esmeralda, beneficiando especialmente moradores de regiões como Grajaú e Parelheiros.
Tecnologia e inteligência fortalecem combate ao crime
Na segurança pública, a integração entre o programa estadual Muralha Paulista e o sistema municipal Smart Sampa representa outro exemplo de cooperação entre os dois níveis de governo.
O Muralha Paulista foi criado para combater a chamada mobilidade criminal, conectando câmeras de monitoramento, sensores e bases de dados em uma plataforma integrada de inteligência. Atualmente, o programa opera com mais de 125 mil câmeras e conta com a adesão de mais de 600 municípios. Desde o início da operação, mais de 15 mil criminosos foram presos ou capturados com o auxílio da plataforma.
Na capital, a integração com o Smart Sampa ampliou significativamente a capacidade de monitoramento e resposta das forças de segurança. O sistema municipal reúne milhares de câmeras equipadas com tecnologias de reconhecimento facial, leitura de placas e análise inteligente de imagens.
O compartilhamento de informações entre os sistemas estadual e municipal permite identificar pessoas procuradas pela Justiça, localizar veículos roubados, gerar alertas automáticos e apoiar operações policiais em tempo real.
A convergência tecnológica fortalece a atuação preventiva e investigativa das forças de segurança, reduz o tempo de resposta a ocorrências e amplia a capacidade de monitoramento em áreas de grande circulação de pessoas e em eventos de grande porte.
“A estratégia implantada desde o início da gestão está funcionando. Estamos investindo em inteligência, tecnologia, integração da polícia e, muito mais importante, a presença constante do patrulhamento nas áreas mais sensíveis”, comenta o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves.




