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A Raízen planeja um aumento de capital de pelo menos R$ 3,5 bilhões por meio da emissão de novas ações, o que deve diluir a participação da Cosan na empresa. Essa operação faz parte do plano de recuperação extrajudicial da companhia, que enfrenta uma dívida de cerca de R$ 65 bilhões.
A empresa pretende emitir no mínimo 14 bilhões de ações a R$ 0,25 cada. A Cosan, que atualmente detém 44% da Raízen, não pretende acompanhar a capitalização devido à sua própria situação financeira.
A Shell, co-controladora da Raízen, sugeriu um aporte de R$ 3,5 bilhões, mas a Cosan não se comprometeu a igualar esse valor. A divergência entre as controladoras gerou um impasse sobre a estrutura de capital da Raízen.
O aumento de capital será discutido em reunião do conselho em 5 de novembro, e ainda depende de aprovações societárias.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
A Raízen prepara um aumento de capital de pelo menos R$ 3,5 bilhões, por meio da emissão de novas ações, movimento que deve resultar na diluição da participação da Cosan na companhia.
A operação, que faz parte da implementação do plano de recuperação extrajudicial da Raízen, busca viabilizar a reestruturação financeira da companhia, que negocia com credores uma dívida de aproximadamente R$ 65 bilhões.
Em comunicado divulgado na quarta-feira, 21 de outubro, a empresa informou que pretende emitir, no mínimo, 14 bilhões de ações ordinárias e preferenciais das classes A e B, ao preço de R$ 0,25 por papel.
O valor máximo da operação ainda será definido e levará em consideração a eventual participação da Aguassanta Participações, family office de Rubens Ometto, a capitalização de créditos sujeitos ao plano de recuperação e o exercício do direito de preferência pelos demais acionistas.
Os acionistas que detiverem papéis da Raízen ao fim do pregão de 5 de novembro terão direito de preferência na subscrição das novas ações.
A operação integra o plano de recuperação extrajudicial assinado em 5 de junho e homologado pela Justiça em julho. O plano prevê a renegociação de dívidas financeiras, a reorganização da estrutura de capital e medidas para adequar os compromissos financeiros da companhia à capacidade de geração de caixa de seus negócios.
A capitalização deve reduzir a participação da Cosan na Raízen, embora a dimensão dessa diluição ainda não esteja definida. Atualmente, a Cosan detém 44% do capital social da companhia, sendo 50% das ações ordinárias e 4,5% das preferenciais.
A perspectiva de diluição vem das declarações que a companhia deu no passado sobre a operação. A companhia manifestou que não acompanharia a capitalização, nos moldes apresentados, argumentando que a proposta, isoladamente, não resolveria os problemas estruturais da empresa. A holding também apontou a necessidade de preservar seu próprio equilíbrio financeiro.
A Shell, que divide com a Cosan o controle da Raízen, propôs um aporte de R$ 3,5 bilhões na companhia, esperando que a sócia contribuísse com o mesmo valor. A Cosan, no entanto, não se dispôs a igualar o aporte, principalmente em razão de sua própria situação financeira e da estratégia de desalavancagem. A divergência levou a um impasse em torno da estrutura de capital pretendida para a Raízen no processo de recuperação extrajudicial.
No auge da crise, credores relevantes pressionaram ambas as controladoras a realizar uma capitalização robusta — chegando a sugerir aportes que somariam até R$ 25 bilhões — para restabelecer a confiança na Raízen e sua viabilidade financeira. Entretanto, não houve consenso sobre a capacidade e o interesse da Cosan em participar de uma operação dessa magnitude.
Diante das divergências e do risco de perder espaço na Raízen, a Cosan começou a planejar sua saída do capital da companhia após a reestruturação.
O CEO da Cosan, Marcelo Martins, afirmou, durante a teleconferência de resultados do primeiro trimestre, que, considerando a perspectiva de uma “participação reduzida” da holding na Raízen após a reestruturação da dívida, a companhia buscará “liquidez em algum momento” para essa participação minoritária.
De acordo com o comunicado da Raízen, a proposta de aumento de capital será submetida à deliberação do conselho de administração em reunião prevista para 5 de novembro, após a realização de uma assembleia geral extraordinária e de uma assembleia especial de acionistas preferencialistas, convocadas para 30 de outubro.
O aumento de capital ainda depende das aprovações societárias e da definição das condições finais da emissão. O prazo previsto no plano de recuperação extrajudicial para o cumprimento das condições suspensivas é 31 de março de 2027.
Por volta das 11h, as ações da Raízen recuavam 2,38%, a R$ 0,41. No ano, os papéis acumulam queda de 48,75%, levando o valor de mercado da companhia a R$ 558 milhões.




