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A Brainvest Wealth Management está expandindo seus serviços ao adquirir uma participação na Zero Conflict, uma multi-family office com R$ 1,5 bilhão sob gestão. A operação, que começa com uma fatia minoritária, visa o controle total até 2030, permitindo à Brainvest oferecer cuidados além de investimentos, como administração de imóveis e demandas cotidianas das famílias.
A Zero Conflict, que já possui uma equipe focada em serviços de concierge, complementa a atuação da Brainvest, que administra cerca de US$ 7 bilhões. A integração permitirá aprofundar relacionamentos com clientes de maior patrimônio e explorar oportunidades locais em Santa Catarina, onde a Brainvest busca ampliar sua presença. A Zero Conflict, com uma abordagem conservadora no Brasil, pretende diversificar sua análise de investimentos com a nova parceria.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
A Brainvest Wealth Management está comprando uma participação na Zero Conflict, multi-family office com R$ 1,5 bilhão sob gestão e escritórios em São Paulo e Joinville, em mais um movimento de consolidação na área de gestão de fortunas.
A operação começa com uma fatia minoritária e prevê aquisições em etapas, com o objetivo de a Brainvest assumir o controle até 2030. Até lá, as duas marcas vão conviver.
Para a Brainvest, que administra cerca de US$ 7 bilhões no Brasil, Estados Unidos e Suíça, o acordo reúne uma presença física em Santa Catarina e uma estrutura de serviços que pode ajudar a atrair clientes que ainda estavam fora de seu alcance.
“Tem um perfil de cliente no mercado, inclusive prospects, que só viria se tivesse esse serviço”, diz Jan Karsten, CEO da Brainvest Brasil, ao NeoFeed. “Acreditamos que, juntos, conseguiremos trazer famílias que até hoje não conseguiram trazer.”
A gestora de fortunas já tinha uma área dedicada ao planejamento patrimonial, tributário e sucessório. A Zero Conflict acrescenta uma operação que atende desde questões fiscais e administração de bens até reservas de restaurantes e preparação de uma casa de férias para receber seus proprietários.
Rafael Castiglia, sócio-fundador da Zero Conflict, dá um exemplo. Se um cliente decide passar o fim de semana em seu apartamento em Miami, a equipe de concierge providencia alguém para verificar a limpeza, a conexão de internet, o funcionamento do carro e o abastecimento da geladeira. “No fim das contas, a coisa mais valiosa que nossos clientes têm é o tempo deles”, afirma Castiglia.
A distribuição da equipe mostra o peso desse trabalho no negócio. Dos dez profissionais da Zero Conflict, seis se dedicam aos serviços às famílias e quatro à gestão de investimentos. Parte das demandas é resolvida internamente. Nas demais, a casa busca e coordena prestadores especializados.
Segundo Castiglia, o relacionamento costuma começar pela carteira de investimentos, mas muda com o tempo. Em uma reunião de duas horas para apresentar os resultados trimestrais, os números podem ocupar apenas os primeiros 20 minutos. O restante é consumido por assuntos como viagens, aeronaves e problemas da família.
“Em geral, os clientes vêm olhando para a parte de gestão de investimentos. Mas, em pouco tempo, a gestão de investimentos acaba ficando num plano secundário perto das demandas de concierge”, diz Castiglia.
Essa abrangência também aparece no preço. A Zero Conflict cobra uma taxa única que reúne gestão patrimonial e os demais serviços. Para patrimônios de dezenas de milhões de dólares, Castiglia afirma trabalhar com taxas de 0,6% a 0,7%, diante de uma referência de mercado de 0,3% a 0,4%.
Na Brainvest, a proposta é oferecer o atendimento ampliado a um grupo de clientes de maior patrimônio. A integração, portanto, abre espaço para aprofundar relacionamentos existentes e disputar famílias que procuram uma estrutura mais completa.
Há ainda afinidade na forma de investir. A Zero Conflict mantém aproximadamente 90% de seu patrimônio sob gestão no exterior, proporção que subiu de 50% para o patamar atual em cerca de 12 anos.
A carteira tem exposição a investimentos alternativos e à economia real, como participações em empresas, imóveis e crédito privado, áreas que também fazem parte da atuação da Brainvest.
No Brasil, a Zero Conflict vinha adotando uma postura mais conservadora, apoiada principalmente em títulos públicos. Com a sociedade, Castiglia pretende ampliar a análise de oportunidades locais usando a estrutura da nova sócia.
O movimento dá sequência a uma série de M&As que a Brainvest vem fazendo nos últimos anos. Em 2021, a americana Merchant Investment Management adquiriu 20% da Brainvest. Depois vieram as uniões com KPC Consultoria e Enso, em 2023, a participação minoritária na Köli Capital, de Niterói, em 2024, e a entrada na Milenium Capital, do Rio de Janeiro, em 2025. As operações combinaram presença regional e competências complementares.
Com a Zero Conflict, Santa Catarina entra nessa equação. Karsten, natural de Blumenau, afirma que a Brainvest procurava havia anos uma forma de ampliar sua atuação no estado. E o escritório de Joinville representa sobretudo uma plataforma para conquistar clientes – embora os os executivos e a base de clientes atendida pela Zero Conflict com os serviços completos de family office esteja concentrada em São Paulo.
A aposta é usar a presença local, os relacionamentos de Castiglia e a estrutura da Brainvest para desenvolver essa frente. A equipe brasileira, hoje com aproximadamente cem profissionais, passa a reunir cerca de 110 pessoas com a Zero Conflict.




