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Policial militar repudia fala da filha sobre violência contra mulheres: ‘decepcionado’

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Um policial militar que atuou durante anos na cidade procurou o Marília Notícia nesta terça-feira (27) para manifestar publicamente seu repúdio às declarações da própria filha, que provocaram indignação nas redes sociais após o segundo turno das eleições presidenciais. O sargento da PM, atualmente em atividade na Grande São Paulo, afirmou que não compactua com o conteúdo divulgado pela jovem e que já conversou com ela sobre a gravidade das manifestações.

O caso ganhou repercussão depois que a mulher publicou um vídeo com referências à violência sexual contra filhas de eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As declarações provocaram críticas de internautas de diferentes posicionamentos políticos e motivaram manifestações de repúdio do supermercado onde ela trabalhava e de uma universidade de Marília.

Ao entrar em contato com a reportagem, o policial militar fez questão de deixar clara sua posição contrária às falas da filha. Segundo ele, houve uma conversa firme entre os dois, durante a qual a jovem foi duramente repreendida pelo conteúdo da gravação.

O profissional ressaltou que repudia qualquer forma de violência, especialmente aquela dirigida às crianças. A condição de agente da segurança pública, afirmou, tornou as declarações ainda mais incômodas, por contrariarem princípios que considera fundamentais em sua atuação profissional.

Com uma trajetória de anos na Polícia Militar em Marília, onde construiu vínculos profissionais antes de passar a atuar em São Paulo, o policial decidiu se manifestar diante da repercussão do episódio.

Para ele, “divergências políticas não podem servir de justificativa para ameaças, manifestações de ódio ou referências à violência sexual, independentemente de quem sejam os envolvidos. É preciso respeitar a democracia, goste ou não do resultado. Infelizmente, falou sem pensar e vai pagar por isso, mas já entendeu a besteira que fez e não irá repetir.”

Jovem já havia pedido desculpas

Após a repercussão negativa, a jovem publicou um pedido de desculpas nas redes sociais. Ela reconheceu que suas declarações foram desrespeitosas e inaceitáveis e admitiu ter ultrapassado os limites ao desejar violência a outras pessoas em razão de suas escolhas políticas.

Na manifestação, afirmou que convicções políticas não justificam ofensas ou manifestações violentas e pediu desculpas especialmente às mulheres atingidas pelo conteúdo.

O supermercado onde trabalha também divulgou uma nota de repúdio, esclarecendo que as declarações não representam os valores da empresa e informando que o episódio seria tratado internamente.

Uma universidade de Marília, onde a jovem cursou Direito, igualmente repudiou o conteúdo e esclareceu que ela não mantém vínculo acadêmico ativo com a instituição.



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