Bloomberg — A Trafigura e a Mubadala Capital cancelaram os planos de venda do seu porto de minério de ferro brasileiro após as ofertas ficarem abaixo do que esperavam, em meio a uma perspectiva incerta para a commodity, segundo pessoas familiarizadas com o assunto que falaram com a Bloomberg News.
A queda nos preços do minério de ferro impactou as ofertas, que ficaram 30% abaixo do que os vendedores esperavam, disse uma das pessoas, que pediu para não ser identificada porque as negociações são privadas.
A Bloomberg havia noticiado anteriormente que a Trafigura e a Mubadala Capital estimavam o valor do projeto em US$ 5 bilhões.
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Os pequenos produtores brasileiros de minério de ferro que exportam pelo Porto do Sudeste enfrentam dificuldades com o aumento dos custos de frete e a queda dos preços do minério, o que reduziu as margens de lucro e levou a cortes na produção.
Os proprietários não têm pressa em vender o porto e planejam manter o ativo pelo menos até conseguirem um preço melhor, disse outra fonte.
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O Porto Sudeste atraiu a atenção de importantes fundos e empresas de infraestrutura.
A Global Infrastructure Partners (GIP), da BlackRock, estava avaliando uma oferta em conjunto com a produtora de minério de ferro Vale e a siderúrgica Gerdau, cujo CEO disse na segunda-feira que já não fazia mais parte do consórcio.
A Stonepeak também se uniu à M Resources, uma empresa de logística sediada em Brisbane, na Austrália, em uma proposta, enquanto a I Squared Capital também estava entre os licitantes, conforme relatado anteriormente pela Bloomberg News.
A Trafigura recusou-se a comentar. A Mubadala não respondeu imediatamente ao pedido de comentário.
O Porto Sudeste movimentou um volume recorde de 27,8 milhões de toneladas de minério de ferro em 2025, em comparação com 21,9 milhões de toneladas no ano anterior.
Apesar do aumento, os volumes ainda estão bem abaixo da capacidade do porto, que é de aproximadamente 50 milhões de toneladas, segundo seu último relatório financeiro.
O terminal oferece às mineradoras brasileiras uma importante porta de entrada para os mercados internacionais, principalmente o Sudeste Asiático, e tem espaço para expandir os embarques de minério.
Ele está conectado por ferrovia a Minas Gerais, uma das principais regiões produtoras de minério de ferro do Brasil.
A Trafigura e a Mubadala Capital, braço de investimentos de um fundo soberano de Abu Dhabi, compraram uma participação majoritária no porto do Rio de Janeiro em 2014 da MMX Mineração & Metálicos, um dos empreendimentos de mineração do ex-bilionário Eike Batista.
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