O empresário Joesley Batista, um dos controladores da JBS, teve papel central na articulação do encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, marcado para esta quinta-feira (7), na Casa Branca, em Washington. A informação foi divulgada pela Reuters, com base em fontes com conhecimento direto das negociações.
Segundo a reportagem, o encontro vinha sendo planejado desde janeiro de 2026, após uma conversa telefônica entre os dois líderes, mas acabou adiado devido ao foco da Casa Branca na guerra no Irã. As tratativas foram retomadas na última semana, quando autoridades norte-americanas voltaram a propor a realização da reunião.
A atuação de Batista incluiu apoio logístico e articulação política. Um jato da holding J&F, controladora da JBS, estava programado para voar do Colorado a Washington na quarta-feira (6), de acordo com dados de rastreamento aéreo, enquanto o empresário e seu irmão, Wesley Batista, também estariam nos Estados Unidos.
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O encontro entre Lula e Trump ocorre em um momento de tensão comercial e geopolítica. Entre os principais temas da pauta estão o chamado “tarifaço” imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o combate ao crime organizado e o interesse norte-americano em minerais críticos, especialmente terras raras, consideradas estratégicas para reduzir a dependência da China.
Outro ponto sensível é a possibilidade de organizações criminosas brasileiras, como o PCC e o Comando Vermelho, serem classificadas como grupos terroristas pelos Estados Unidos, tema que também deve ser discutido durante a reunião.
Além disso, a visita de Lula a Washington busca avançar nas negociações comerciais e evitar novas tarifas, ao mesmo tempo em que sinaliza uma tentativa de reaproximação diplomática entre os dois países.
A participação de Joesley Batista na intermediação do encontro evidencia o peso crescente de grandes empresários na condução de agendas internacionais, atuando como interlocutores informais em negociações de alto nível entre governos.
Fonte: Reuters




