
Uma auxiliar de enfermagem de 46 anos foi presa em flagrante na tarde desta segunda-feira (26), acusada de praticar maus-tratos contra uma cadela da raça lhasa apso noJardim Cavallari, na zona oeste de Marília. A ocorrência foi denunciada à Polícia Militar (PM) pela própria filha, uma jovem de 28 anos, que também é auxiliar de enfermagem.
O crime aconteceu por volta das 15h30, em um sobrado localizado na rua João Furlaneto. Quando os policiais militares chegaram ao endereço, encontraram a cadela apresentando um ferimento na cabeça, próximo à orelha esquerda, com intenso sangramento.
Como a filha da agressora informou não ter condições financeiras para arcar com os custos particulares de socorro, o animal foi encaminhado para a UBS Animal.
Aos policiais, a mulher de 46 anos relatou que estava sentada no sofá da casa quando iniciou uma discussão com a filha motivada por divergências sobre o resultado da eleição presidencial. Segundo a versão da suspeita, durante o desentendimento, a jovem teria proferido ofensas, chamando-a de “louca” e “maluca”, o que a deixou bastante nervosa.


Na sequência, a mulher subiu para o andar superior do imóvel e constatou que a cadela havia defecado em cima de sua cama. Irritada, ela desceu para questionar a filha, dando início a uma nova discussão. Tomada pelo descontrole emocional, a suspeita teria pegado uma faca e desferido um golpe contra a cabeça do animal.
Conduzida à Central de Polícia Judiciária (CPJ), ela confirmou possuir dois cães e disse que costuma “corrigir” a cadela quando ela faz “coisas erradas”.
Ela afirmou que atingiu o animal usando apenas a parte não cortante da faca para repreendê-la, alegando não ter esfaqueado a cadela e classificando a intervenção policial como exagerada. A faca utilizada na ação foi apreendida e lacrada pela polícia.
Apesar da justificativa da suspeita, uma médica-veterinária da BG Zangrossi avaliou os dois cães que estavam no imóvel e emitiu laudo técnico atestando o crime de maus-tratos. A especialista constatou que a cadela ferida estava agitada, arredia e com um corte expressivo na região da cabeça, sendo recolhida para tratamento veterinário e resguardo de sua integridade física.
Diante da gravidade das lesões, do laudo pericial e da confissão, a Polícia Civil ratificou a prisão em flagrante da auxiliar de enfermagem sem direito a fiança na esfera policial, permanecendo a indiciada à disposição da Justiça.




